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Ser arquitecto é muito mais do que desenhar edifícios ou “fazer plantas”. É uma profissão que cruza arte, ciência, técnica, ética e sobretudo humanas — porque pensamos para as pessoas, o lugar, o tempo. Aqui vai um texto que poderá servir de artigo para o blog do site da Cassiano Lima, ou para qualquer arquitectura que queira explorar esse “ser”.



1. A visão e o propósito


Quando alguém opta por ser arquitecto, assume o papel de mediador entre o palpável e o ideal: entre a matéria e a ideia, entre o espaço existente e o que pode vir a ser. O arquitecto vê não apenas paredes, chão e tecto, mas também luz, movimento, vivência, relação.

Por exemplo, no site do Cassiano Lima aparece uma frase que resume bem essa dimensão: “Arte de criar emoções”. Ou seja — arquitectura não é só construir, mas provocar, abrir, tornar possível.


2. A combinação de arte e técnica


Ser arquitecto exige o domínio de ferramentas técnicas — materiais, estruturas, regulamentos, acustica, ventilação, clima — mas também exige sensibilidade estética, composição, proporção, escala, contexto.

No caso de Cassiano Lima, arquitecto de formação e artista de pintura, vemos esse cruzamento muito claramente: “arquitecto de profissão … apaixonado pela pintura há mais de 20 anos”. A arquitectura, assim, é também uma expressão artística no espaço.


3. A responsabilidade social e ambiental


Um arquitecto não trabalha no vazio — trabalha para pessoas, comunidades, lugares e gerações. E isso implica pensar em sustentabilidade, conforto, bem-estar, identidade do lugar.

Quando projectamos habitação ou espaços públicos, estamos a decidir como se vive, como se interage, como se convive. O arquitecto contribui para que haja dignidade, funcionalidade, estética — e que tudo isso conviva com a natureza, o clima, a economia do local.


4. O processo, do esboço à realidade


Trabalhar como arquitecto implica fases várias:


Captar o pedido do cliente ou da comunidade: ouvir, reunir, interpret — o que precisam, o que desejam, o que o lugar permite.


Desenvolver ideias, croquis, esquemas que traduzam essa captação em forma, espaço, luz, estrutura.


Elaborar projectos técnicos (plantas, cortes, elevações, detalhe, cálculo) garantindo que o edifício funciona, é seguro, cumpre as normas.


Acompanhar a execução da obra: visitas ao local, coordenação, ajustes, verificação de que o projecto se materializa.


Depois seguir o uso: chegou ao fim da obra? Há manutenção, avaliação, usabilidade. A arquitectura continua a “viver”.



5. Sensibilidade ao lugar e ao contexto


Arquitectura não é copiar fórmulas. Cada projecto é singular — o lugar, a cultura, a luz, o clima, a vizinhança, o orçamento, os materiais disponíveis… tudo isso molda o resultado.

Para Cassiano Lima, que tem sede em Quarteira/Algarve, e que tem uma vertente artística, esse olhar para o lugar é ainda mais relevante.


6. O papel de dialogar e coordenar


O arquitecto exerce também um papel de facilitador e coordenador: entre clientes, engenheiros, empreiteiras, técnicos, fiscalização, fornecedores, comunidade. Saber comunicar, negociar, adaptar. O projecto raramente anda em linha recta: surgem imprevistos, ajustes, decisões no terreno.


7. Longevidade e legado


Uma obra de arquitectura idealmente ultrapassa o momento de construção. Fica no tempo. Por isso é importante pensar em durabilidade, adaptabilidade, significado. O arquitecto cria algo que pode durar décadas, ou mais. Não é mero consumo rápido.


8. Paixão e curiosidade contínua


Ser arquitecto significa também estar sempre a aprender: novos materiais, novas tecnologias, novas formas de viver, mudança climática, novos métodos de construção, renovação urbana, conservação de património. É uma profissão viva.

No caso de Cassiano Lima, a prática artística prolongou essa curiosidade criativa — “colaborou com mestres… fez exposições” — o que reforça que a arquitectura pode alimentar e ser alimentada pelas outras artes.

1 comentário


Pedro Ascenso
Pedro Ascenso
08 de nov.

Sem duvida construir a nossa casa e énecessàrio ter um bom arquiteto, que é nada menos que um agente que ajuda a criar uma casa em lar

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